A secretária de Saúde de Cuiabá, Elizeth Lúcia de Araújo, teve na manhã desta sexta-feira (06), o primeiro contato com os Agentes de Combate a Endemias (ACE’s). Durante a reunião, realizada na Vigilância em Saúde, a secretária, acompanhada do secretário adjunto de Assistência, Milton Correa da Costa Neto, ouviu reivindicações dos agentes e pediu empenho nas ações de rotina, que serão intensificadas agora no período de chuvas, segundo determinação do prefeito Emanuel Pinheiro.
Elizeth Lucia de Araújo lembrou a responsabilidade dos Agentes de Combate as Endemias nas ações de monitoramento, controle e erradicação do mosquito Aedes aegypti, orientando a população, e explicou que a criação do Comitê de Ação Preventiva ao Mosquito Aedes Aegypti, tem por objetivo promover um grande mutirão de limpeza em Cuiabá no período das águas, garantindo a realização de ações antecipadas visando eliminar o mosquito causador da dengue, zika vírus e febre chikungunya.
“Estamos aqui para nos apresentar e iniciar o contato com os Agentes de Combate a Endemias. Estamos vivendo o momento mais critico do ano, o período chuvoso, onde temos o acumulo de água que propicia o aumento no número de focos do mosquito. Assim, a partir da conclusão do levantamento rápido do índice de infestação, que nos indicará onde estão os bairros com maior número de focos, estaremos intensificando as ações de combate ao mosquito”.
A Secretária lembrou que onde há o mosquito com certeza existem pessoas que serão acometidas com a dengue, zika e chicungunya e que a zika, além dos agravos que pode trazer, pode deixar sequelas importantes nos bebes.
Daí a necessidade de desencadear ações conjuntas entre as Secretaria de Saúde, Meio Ambiente, Serviços Urbanos, Ordem Pública e Educação, reunidas no Comitê de Ação Preventiva ao Mosquito Aedes aegypti. “Isso porque as questão ligadas a dengue, zika e chicungunya envolvem não somente ações de saúde mas também de educação, de limpeza urbana e de ordem pública”.
A secretária lembrou ainda a importância da participação da população na manutenção de seus quintais limpos e livres dos focos do mosquito Aedes aegypti.
Sobre a pauta de reivindicações contendo 18 pontos que os Agentes de Combate a Endemias já levaram ao conhecimento do prefeito Emanuel Pinheiro e da primeira dama Márcia Pinheiro, envolvendo questões como condições de trabalho, flexibilização de horários e equipamentos de proteção individual (EPI) mais compatíveis com as condições climáticas locais, Elizeth Lúcia de Araujo disse que serão discutidos com a categoria.
“Nem tudo poderemos atender de imediato, mas estaremos sempre trabalhando no sentido de capacitar, dar melhores condições de trabalho e valorizar os nossos servidores”, destacou a Secretária. “Esta será uma gestão presente e humanizada, pautada pelo diálogo”.
Combate ao mosquito
O programa municipal de combate ao Aedes aegypti conta com a ação de 342 Agentes de Combate a Endemias (ACE's) , conforme as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD) do Ministério da Saúde. Agora, por determinação do Prefeito Emanuel Pinheiro o programa irá ser ampliado para atender as questões ligadas ao zika vírus e chicungunya.
Diariamente os agentes de combate a endemias fazem vistorias, tratamento e eliminação de possíveis criadouros nos imóveis. Em 2015 por exemplo foram realizadas 1.549.230 visitas domiciliares. No ano passado, até o mês de setembro, foram 1.127.530 visitas.
Outra ação prevista no programa municipal é o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), que pesquisa o índice larvário do vetor (o mosquito). No ano passado foram realizados 4 (quatro) levantamentos e os resultados demonstraram que os maiores problemas continuam sendo os reservatórios no baixo e o lixo domiciliar.
O último levantamento, feito entre os dias 31 de outubro a 04 de novembro, constatou Índice de Infestação Predial (IIP) de 6,5 % , considerada uma situação de Alto Risco. Os resultados do primeiro LIRAa de 2017 deve ser divulgado nos próximos dias.
No seu trabalho de rotina, além das vistorias nas residências, os ACE’s quinzenalmente visitam e monitoram pontos considerados estratégicos como cemitérios, borracharias, oficinas e região no entorno desses locais. Nesses locais, onde existe notificação dos casos suspeitos de dengue, zika e chikungunya são feitas pulverizações e tratamento de criadouros não removíveis com produto químico.
Neurilan Fraga foi reconduzido à direção da Associação Mato-grossense dos Municípios.
Maria Angélica Oliveira | Casa Civil
O secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, parabenizou o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga, que foi reconduzido ao cargo em cerimônia realizada na noite desta quinta-feira (05.01). Paulo elogiou a gestão realizada. “Seu trabalho é reconhecido por todos os prefeitos do Estado. Você os representa muito bem”, afirmou o chefe da Casa Civil, que representou o governador Pedro Taques.
Numa demonstração de apreço e respeito pelos prefeitos de todo o Estado, outros seis secretários prestigiaram o evento: Kleber Lima, do Gabinete de Comunicação (Gcom), Luiz Carlos Nigro, adjunto de Turismo, Max Russi, do Trabalho e Assistência Social, Rogers Jarbas, da Segurança Pública, Wilson Santos, das Cidades, e Wisley Clemente, secretário-executivo de Saúde. O presidente da Agência Estadual de Regulação (Ager), Eduardo Moura, também compareceu.
Diante de centenas de representantes dos 141 municípios de Mato Grosso, Paulo Taques lembrou que o governo está de portas abertas a todos. “No dia a dia do Poder executivo, não fazemos política eleitoral. Somente hoje, recebi 22 prefeitos na Casa Civil e não perguntei a quais partidos são filiados. Não fazemos distinção porque todos os prefeitos representam, ao final e ao cabo, o cidadão mato-grossense”, destacou.
Também reforçou o entendimento do governador Pedro Taques em estreitar e desburocratizar o relacionamento com os chefes dos municípios. “Há uma determinação do governador para que todo prefeito que esteja em Cuiabá e que precise de uma agenda seja recebido nas secretarias, ainda que não tenha horário marcado. Não é razoável um prefeito sair de Vila Rica, a mais de 1.200 quilômetros de capital, e não ser atendido por um secretário de Estado.”
O presidente da AMM também agradeceu a parceria com o Estado, destacando os R$ 444 milhões que os municípios receberam em recursos do Fundo Estadual de Habitação e Transportes (Fethab). “É bom que se lembre que o governo tem cumprido a sua parte”, discursou.
Saúde, educação e segurança
Outra ação do Governo de Mato Grosso que beneficiou todas as prefeituras foi o repasse de R$ 106 milhões para atenção básica em Saúde em 2015 e 2016. Isso só foi possível porque a gestão Pedro Taques enviou um projeto à Assembleia Legislativa e conseguiu revogar a lei 9.870/2012, que reduzia pela metade os recursos destinados aos municípios.
Na Educação, o Estado construiu 22 novas escolas estaduais, reformou 36 e instalou aparelhos de ar-condicionado em 58. Em dois anos, foram investidos R$ 82 milhões em transporte escolar rural e transporte de alunos especiais. Até 2018, serão construídas mais 49 escolas e climatizadas outras 76 que já estão em funcionamento.
Na Segurança Pública, o número de servidores cresceu em todas as forças: Polícia Militar (46%), Corpo de Bombeiros (51%), investigadores da Polícia Civil (97%), escrivães (70%) e delegados (51%).
Evelyn Ribeiro | Gcom-MT
Foto: Rafaella Zanol
O número de procedimentos cirúrgicos realizados pelo Instituto de Assistência à Saúde do Servidor do Estado de Mato Grosso - Mato Grosso Saúde, aumentou 48.5% nos últimos dois anos. Conforme relatório da autarquia, também houve aumento no número de beneficiários, consultas e exames laboratoriais.
O número de procedimentos, que em 2014 foi de 5.923, passou para 6.861 em 2015 e fechou o ano de 2016 com 8.801 cirurgias comuns e de alto custo, que envolvem órteses, próteses e materiais especiais. Em 2016, foram investidos R$106 milhões, dos quais 50% de recursos são do Governo do Estado e outra parte dos beneficiários.
De acordo com o presidente do Mato Grosso Saúde, Carlos Brito, a normalização do plano, qualidade no atendimento e o baixo custo contribuíram para a expansão dos atendimentos.
“Mesmo com as dificuldades que vivenciamos por conta da crise econômica, ter hoje o Mato Grosso Saúde dentro da realidade dos servidores é a melhor opção em razão do custo dos planos do mercado. Nós temos uma expectativa de aprimorar o atendimento presencial e pelo site, facilitando a relação entre prestador e beneficiário”, pontuou Brito.
O plano conta com mais de 180 médicos, funciona em oito municípios do Estado, e atende servidores ativos, inativos, pensionistas e temporários (interinos) do Estado, bem como seus dependentes.
A melhoria na metodologia de gestão proporcionou também a volta de antigos usuários do serviço, como no caso do servidor público Maurício Manuel dos Santos, 46. Ele estava há um ano e meio sem utilizar o plano e recentemente procurou a unidade do Mato Grosso Saúde para reativá-lo.
“O valor deste plano comparado a outro é mais atrativo. As pessoas com quem convivo, que têm este plano de saúde, me convenceram a fazer outra vez devido à oferta de consultas e cirurgias diferenciadas”, contou.
Investimentos para 2017
Para o primeiro semestre de 2017, está prevista a implantação do Centro de Especialidades Médicas no prédio do Mato Grosso Saúde. O plano também prevê para este ano investimentos de mais de R$ 100 milhões, bem como o credenciamento da rede de farmácias.
O Centro de Especialidades funcionará por agendamento e disponibilizará atendimentos de pediatria, geriatria, neurologia, ginecologia e obstetrícia.
“Avançamos em 2016 e creio que em 2017 avançaremos ainda mais. Cada passo tem que ser dado com responsabilidade para que a gente possa fortalecer a carteira e continuar ampliando nossos serviços com credibilidade”, concluiu Brito.
Edital
Em novembro, o Mato Grosso Saúde lançou o Edital de Credenciamento para estabelecimentos de saúde do interior do estado. A medida visa expandir o atendimento aos usuários do plano que se encontram nessas localidades ou próximas delas, oferecendo mais comodidade a essas pessoas.
Os interessados em credenciar clínicas, médicos, laboratórios e hospitais podem acessar o edital no site www.matogrossosaude.mt.gov.br
NÚMEROS DO MATO GROSSO SAÚDE
Total de procedimentos:
2014 - 583.849
2015 – 654.080
2016 – 697.330
Nº de Beneficiários:
24.708, sendo:
Homens: 10.515
Mulheres: 11.755
Nº de consultas:
2014 – 59.844
2015 – 64.451
2016 – 67.125
Exames:
2014 – 417.490
2015 – 478.100
2016 – 508.410
Cirurgias:
2014 – 5.923
2015 – 6.861
2016 – 8.801
Hemília Maia | Unemat
Melhorar geneticamente o maracujazeiro azedo em Mato Grosso é um dos objetivos do pesquisador Willian Krause, doutor em genética e melhoramento de plantas, que com seu trabalho busca o fortalecimento da fruticultura em Mato Grosso. Há cerca de oito anos ele e sua equipe desenvolvem experiências na Unidade Experimental da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em busca de cultivares de maracujazeiro azedo com maior produtividade.
Em Mato Grosso, a produção de maracujá, embora em expansão desde 2001, está longe de atingir os mesmos níveis de produtividade do Distrito Federal e do Espírito Santo que possuem atualmente a maior produtividade do fruto no país. O aumento da produtividade e, consequentemente, da renda dos produtores, será um incentivo maior para que mais produtores participem da atividade onde o Brasil é o maior produtor mundial, assim como também o maior consumidor.
Em seus experimentos o professor vem trabalhando com cultivares enxertadas em espécies silvestres de maracujá resistentes a fusariose. Os resultados obtidos até o momento confirmaram que a utilização de maracujazeiro azedo enxertado aumenta o tempo de sobrevivência das plantas no campo. No entanto, as metas de produtividade para o cultivo comercial ainda não foram atingidas. "A produção do maracujazeiro enxertado é menor em relação ao sem enxertia", apontou Krause.
A baixa produtividade em Mato Grosso está diretamente relacionada a fusariose que bloqueia o fluxo de água, provoca a murcha e posteriormente a morte das plantas. "A fusariose ocasiona perdas expressivas na produtividade, bem como reduz a vida útil do maracujazeiro", aponta o pesquisador. Outra importante razão, segundo Krause, "seria o fato que nenhuma dessas cultivares foi desenvolvida para o Mato Grosso e, em razão da interação genótipo x ambiente, elas podem não ser totalmente adaptadas às condições de plantio no Estado".
Na busca pela cultivar ideal o projeto "Melhoramento genético visando o desenvolvimento de cultivares de maracujazeiro azedo e de porta enxerto resistente a fusariose", coordenado por Willian Krause, foi aprovado pelo edital Fapemat nº 037/2016, de apoio a Programa de Redes de Pesquisa. Pelos próximos três anos, oito pesquisadores da Unemat, um da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UNFE) e outro da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Sinop estarão envolvidos no projeto.

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